Entre Duas Mesas: Um Coração Dividido Não Agrada a Deus

“Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.”
1 Coríntios 10:21

Existe uma pergunta que precisamos fazer com sinceridade diante de Deus: onde está o nosso coração?

Paulo usa uma imagem muito forte neste texto. Ele fala de duas mesas e dois cálices. De um lado, a mesa do Senhor; do outro, aquilo que representa comunhão com tudo que se opõe a Deus.

A mensagem é clara: não podemos querer viver em comunhão com Deus e, ao mesmo tempo, alimentar de tudo aquilo que nos afasta dele.

Às vezes, queremos servir a Deus, mas também queremos preservar determinados hábitos, escolhas e comportamentos que sabemos que não agradam ao Senhor. Queremos a bênção da presença de Deus, mas não queremos abrir mão de tudo aquilo que compete com essa presença.

É aí que entra uma palavra muito importante de Paulo:

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.”

Perceba que maturidade espiritual não é simplesmente saber aquilo que podemos fazer. É saber aquilo que devemos fazer.

Talvez alguma coisa não seja claramente proibida, mas precisamos perguntar: isso edifica minha vida? Isso fortalece minha fé? Isso aproxima ou me afasta da presença de Deus?

Vivemos em um tempo em que muitas coisas são justificadas com a frase: “Isso não tem nada a ver.”

Mas o cristão não deve viver apenas perguntando: “Tem algum problema?”

Ele precisa perguntar:

“Isso agrada a Deus?”
“Isso está fortalecendo minha comunhão com Ele?”
“Isso está me aproximando ou me afastando do Senhor?”

Porque aquilo que começa parecendo pequeno pode, pouco a pouco, ocupar um espaço que deveria pertencer exclusivamente a Deus.

Hoje, faça uma avaliação sincera do seu coração.

Não tente permanecer sentado à mesa do Senhor enquanto mantém outra mesa como alternativa.

Deus não deseja apenas uma parte de nós. Ele deseja um coração inteiro.

Que nossas escolhas sejam guiadas não apenas pelo que é permitido, mas pelo que é santo, pelo que edifica e pelo que preserva a nossa comunhão com Deus.

Que a mesa do Senhor seja sempre a nossa prioridade.

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