Mateus 26:48-50
48 Ora, o traidor lhes tinha dado este sinal: “Aquele a quem eu beijar, é esse; prendei-o.” 49 E logo, aproximando-se de Jesus, lhe disse: “Salve, Mestre!” E o beijou. 50 Jesus, porém, lhe disse: “Amigo, para que vieste?” Nisto, aproximando-se eles, deitaram as mãos em Jesus e o prenderam.
No momento desta passagem do Evangelho de Mateus, o coração de Jesus estava tremendamente ferido e angustiado. Judas já havia tramado seu plano de traição e agora estava colocando-o em prática.
Jesus já havia orado incessantemente para que seu Pai o livrasse daquele momento de dor: a dor emocional da traição de Judas e a dor física que estava prestes a sentir.
Neste cenário tenebroso, podemos aprender muito com o Mestre Carpinteiro do Amor.
Aqui, nesta passagem, aprendemos que nem todos os que nos cercam, nem todos os que nos abraçam ou sorriem para nós querem realmente nosso bem-estar ou nossa felicidade.
Quantas vezes, certamente, Jesus foi abraçado por Judas? Quantas vezes Judas sorriu para Jesus e certamente lhe disse: “Pode contar comigo”?
Com certeza, isso aconteceu inúmeras vezes e, assim, também se repete em nossas vidas. Nem todos os que dizem que estão torcendo por nós querem realmente o nosso sucesso. Alguns querem apenas estar onde estamos ou conquistar aquilo que conquistamos.
Outro grande ensinamento, e o mais importante desta passagem, está no gesto de Jesus diante daquele que vendeu sua amizade e confiança por míseras moedas de prata. Note o que disse Jesus ao ver Judas chegando com aqueles que o levariam à morte de cruz:
“Jesus, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste?”
Um ensinamento que pouquíssimos conseguem colocar em prática, mas que Jesus sempre transmitiu em suas pregações. Observe o que Ele disse em Lucas 6:35:
“35 Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus.”
Mesmo sangrando por dentro, Jesus continuou amando e perdoando Judas.
É isso que o Messias nos pede constantemente: que amemos até mesmo aqueles que nos ferem e nos perseguem. Não é fácil, porém, é uma decisão que aumentará nosso galardão e nos identificará como filhos do Altíssimo.
Vigiai, orai, amai e perdoai.