Fidelidade até o fim

Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.

Apocalipse 2.10

Jesus deixou através da visão apocalíptica de João, uma mensagem de encorajamento para os cristãos perseverarem em meio a sofrimentos e perseguições, especialmente a igreja de Esmirna, que estava passando por tribulações e essa mensagem de Jesus não foi direcionada somente aos cristãos daquela época em que João viveu, ela é para todos nós que cremos Nele.

Perseverar até a morte pode soar como algo sobre fanatismo para aqueles que não acreditam em Jesus e até parecer impossível seguir essa recomendação, para muitos que se dizem cristãos.

Mas, essa fidelidade foi seguida por todos os discípulos de Jesus, aliás, todos, menos Judas que preferiu ser infiel.

Jesus foi fiel mesmo suportando as perseguições, os insultos e as dores da cruz, e essa fidelidade nos abriu as portas do reino do céu.

Existem países que muitos cristãos estão sendo massacrados todos dias por não abrirem mão da fé que têm em Cristo Jesus e isso aconteceu nos tempos do discípulos de Jesus e está acontecendo no nosso tempo.

Alguns anos atrás, Cristãos serviam fielmente o Senhor numa ilha do Japão.

Segundo o missionário Tim Johnson, um líder de uma província, incomodado com a fé daquele pequeno grupo de homens e mulheres, decidiu que aqueles cristãos eram uma ameaça para a cultura tradicional, por isso planejou uma armadilha diabólica.

Colocou uma imagem de Jesus na rua e exigiu que os cristãos na sua província pisassem sobre imagem em renúncia à sua fé.

Quando o teste foi finalizado, 26 pessoas tinham-se recusado a fazê-lo. Foram crucificados à beira da água, para todos verem.

Esses 26 cristãos, com certeza herdarão a “coroa da vida”, a mesma que Jesus prometerá como recompensa eterna àqueles que mantiverem a fé até o fim, mesmo que isso resulte em morte física.

O ser humano tem muita facilidade em quebrar aliança e Deus abomina isso, então, mantenha-se fiel as alianças que são feitas no cotidiano, porém, nunca se esqueça da principal aliança de fidelidade que poderá lhe garantir a coroa da vida eterna.

As mãos levantadas de Moisés

¹¹ Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque.

¹² Ora, as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um, de um lado, e o outro, do outro; assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr do sol.

¹³ E Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo a fio de espada.  Êxodo 17:11-13

Você já parou para pensar que a sua oração pode garantir a vitória não só sua, mas, de outras pessoas com membros de sua família, amigos e até de uma multidão de pessoas?

É sobre isso que os versículos que separei está nos falando.

Essa passagem nos mostra que, durante uma batalha contra os amalequitas, a vitória de Israel dependia da oração de Moisés com os braços erguidos, uma nação inteira sendo atacada por inimigos e a oração de interseção de um único homem fez toda diferença.

Esse relato bíblico nos conduz a grandes e preciosas lições que estimularão ainda mais a nossa fé.

A primeira lição está nas mãos levantadas de Moisés que nos mostra um gesto de fé e confiança em Deus, enquanto Josué e outros homens lutavam contra os inimigos, Moisés intercedia com as mãos levantadas e direcionadas para o fronte de batalha, crendo no auxílio do SENHOR dos exércitos.

Quantas batalhas deixamos de vencer, simplesmente porque deixamos de crer e confiar no Deus criador de todas as coisas? os inimigos eram numerosos e poderosos e nem por isso Moisés e aquele povo desistiram.

A segunda lição está nas duas batalhas que estavam acontecendo; uma física, liderada por Josué e outra espiritual, liderada por Moisés. A bíblia não mostra Josué precisando de alguém para sustentar seus braços ou muito menos procurando algum lugar para se assentar, pelo, contrário, mostra um Josué valente e ganhando terreno no campo de batalha, mas, por outro lado mostra um Moisés exausto ao pondo de não se sustentar nas próprias pernas.

E quando Moisés chegou a esses estado de exaustão, Josué e todo aquele povo começaram a perder.

Isso nos mostra que a fé e a força espiritual podem ser afetadas pelo cansaço físico. As mãos de Moisés ficaram cansadas, indicando que a força humana é limitada, e foi nesta hora que eu aprendi a terceira lição.

A vitória final de Josué e aquele povo não dependeu apenas de Moisés, mas também da ação de Arão e Hur. Eles representam a importância da unidade, do apoio mútuo e de como a ajuda de outros pode manter a fé e a força quando se está fraco. A ação deles foi fundamental para a vitória completa de Israel.

Moisés foi muito feliz, pois, nos momentos de lutas poucos são os que encontraremos para nos ajudar como esses dois o ajudaram.

Se você estiver enfrentando alguma luta, seja ela no campo natural ou espiritual, lembre-se de se cercar de pessoas que possam orar com você e se preciso for te ajudar a manter de fé.

Erga suas mãos para o céus e peça para que Deus capacite para a vitória e creia nisso com toda sua fé, o Senhor dos exércitos te dará a vitória como deu a Moisés, Josué e todo aquele povo.

Faça sempre o seu melhor

E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens,

Colossenses 3:23

Você já observou como a mão de obra está cada vez mais deficitária? Não sei é por conta da correria que a modernidade exige, mas, em todas as áreas estamos encontrando cada vez mais profissionais que não se dedicam em entregar qualidade ao invés de quantidade, e isso é péssimo.

Profissionais da medicina que parece não amar a vida do próximo.

Mestres de obras que não se preocupam com a qualidade da mão de obra.

Se olharmos atentamente para a qualidade da mão de obra dos últimos tempos, iremos notar que ela não acompanhou a tecnologia e a modernidade, sim, bastar voltarmos um pouco no tempo e olharmos para as construções antigas e veremos que mesmo sem equipamentos tecnológicos os construtores faziam verdadeiras obras de arte, aliás, eles se preocupavam com os detalhes de seus serviços, vou exemplificar melhor com o que aconteceu com Michelangelo:

Um amigo perguntou a Michelangelo por que ele havia trabalhado tanto tempo nos complexos e delicados detalhes da Capela Sistina, em Roma; detalhes tão pequenos que ninguém seria capaz de perceber. Além disso, completou o amigo, quem teria capacidade de discernir se está perfeito ou não?

E Michelangelo respondeu:

– Eu saberei.

É sobre isso que Paulo estava falando aos colossenses neste versículo, dar o nosso melhor em tudo que estamos fazendo e fazer como que se fosse para o próprio Deus e não para homens.

Quando nos preocupamos em entregar qualidade ao invés de quantidade não precisamos nos preocupar em trabalhar com preços abaixo do mercado por causa de concorrência, pois, o diferencial de nosso serviço é que atrairá clientes satisfeitos.

Em todas as áreas de nossas vidas, façamos o nosso melhor, sejamos críticos de nossos próprios trabalhos.

Que Deus te ilumine com novas ideias e prepare suas mãos para as boas obras!