
“Em verdade vos digo que um de vós me há de trair.” (Mateus 26:21)
Os últimos momentos de Jesus com seus discípulos foram marcados por ensinamentos preciosos, comunhão e também por uma dor silenciosa e intensa. Naquele ambiente de intimidade, durante a ceia, Ele revelou algo que cortou seu coração: um dos seus o trairia.
Não foi um inimigo declarado. Não foi alguém de fora. Foi alguém que caminhou com Ele, ouviu seus ensinamentos, presenciou milagres, recebeu amor, cuidado e confiança. Isso tornou a dor ainda mais profunda.
Jesus sabia. Mesmo assim, Ele amou Judas até o fim.
Imagine o peso daquele momento. O olhar nos olhos de cada discípulo, sabendo o que estava por vir. Sentir a proximidade da cruz e, ao mesmo tempo, a ferida da traição. Ainda assim, Jesus não deixou de ensinar, não deixou de servir, não deixou de amar.
Quantas vezes também nos assentamos “à mesa” com Jesus? Ouvimos sua Palavra, sentimos sua presença, recebemos suas bênçãos… mas, em atitudes, escolhas ou negligência, acabamos nos afastando e, de alguma forma, o negando.
A traição de Judas não começou com o beijo, começou muito antes, no coração.
E é aí que essa mensagem se torna pessoal.
Será que, em algum momento, através das nossas atitudes, palavras ou escolhas, também não estamos traindo Jesus Cristo que tanto nos amou?
Que possamos refletir e se for preciso mudar conceitos, atitudes e escolhas.


