A Humildade que Exalta e a Soberba que Derruba

A Palavra de Deus deixa claro que existem dois caminhos opostos diante de nós: o da humildade e o da soberba. Enquanto a soberba nos ilude com uma falsa sensação de autossuficiência, a humildade nos conduz à dependência total do Senhor.

O sábio Salomão afirma que o galardão da humildade, acompanhada do temor do Senhor, é algo extremamente valioso. Isso não se refere apenas a bens materiais, mas a uma vida plena, equilibrada e aprovada por Deus. A humildade nos coloca no lugar certo diante do Criador, reconhecendo que tudo o que somos e temos vem d’Ele.

Por outro lado, Provérbios 16:18 nos alerta sobre o perigo da soberba. Ela cega o coração, endurece a alma e afasta o homem da direção de Deus. Antes da queda, quase sempre há um coração exaltado, que deixa de ouvir conselhos e passa a confiar apenas em si mesmo.

Deus resiste aos soberbos, mas concede graça aos humildes. A humildade não é fraqueza, mas força espiritual. É ela que nos mantém quebrantados e sensíveis à voz do Senhor. Quem escolhe andar humildemente com Deus experimenta a verdadeira honra que vem do céu, não a glória passageira deste mundo, pois, provérbios 16:18 é claro como a luz do dia: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.”.

Quando a Ansiedade Encontra a Confiança em Deus

25 “E qual de vós, sendo ansioso, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
26 Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?”
Lucas 12:25-26

Jesus fez questionamentos que nos colocam a meditar e a reconhecer que a ansiedade não acrescenta nada em nossa vida.


Em outras palavras, Jesus nos confronta com o fato de que nenhuma preocupação humana, por mais legítima que pareça, consegue alterar o curso dos eventos que estão sob o controle soberano de Deus.

A ansiedade é um estado que nasce do medo do futuro e da tentativa de assumir o controle de algo que não nos pertence. Mas se nem mesmo podemos acrescentar algo tão pequeno, um “côvado”, cerca de 50 centímetro à nossa estatura, o que esperar de nossa própria força para resolver aquilo que não está em nossas mãos?

Será o que Jesus quer nos ensinar com essa passagem?

Eu pontuarei três importantes lições;

  1. A ansiedade não muda nada.
    Quando nos preocupamos, não aumentamos dias de vida, não adicionamos forças nem garantimos resultados melhores. O futuro permanece o mesmo, quer estejamos ansiosos quer confiantes.
  • A preocupação revela onde está nossa confiança.
    Se nossa mente e coração se voltam mais para os problemas do que para Aquele que os sustenta, quem realmente dirige nossa vida? É uma pergunta que Jesus nos convida a responder com franqueza e intimamente.
  • Confiar em Deus é viver o presente com fé.
    A fé cristã não nos isenta de passarmos por desafios, mas que, mesmo diante deles, precisamos entender que o Senhor está conosco e nos sustenta em cada passo que dermos e em cada respirar.

Então, devemos reconhecer nossa limitação humana e entender que a ansiedade nasce da ilusão de que temos o controle. Em oração, precisamos entregar a Deus aquilo que insistimos carregar sozinhos.

Em todos os dias e em todas as situações, precisamos entender que Jesus nos conhece, sustenta e      cuida de cada detalhe de nossas vidas.

Jesus, nesta passagem, nos chama a viver um dia após o outro e o presente confiando que Deus tem graça suficiente para cada fase de nossas vidas, e que toda ansiedade dará lugar a paz, quando a confiança em Deus for sincera e constante.

Eu não tenho vergonha de Cristo

“Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos.”
Lucas 9:26

Vivemos em um tempo em que declarar a fé em Jesus pode gerar críticas, rejeição e até perseguições. Em muitos ambientes, falar de Cristo parece algo inconveniente ou ultrapassado. No entanto, Jesus foi muito claro ao afirmar que não podemos ter vergonha d’Ele e nem de Sua Palavra.

Ter vergonha de Cristo não é apenas negá-lo com palavras, mas também silenciar quando deveríamos testemunhar, omitir nossa fé para agradar pessoas ou viver de forma incoerente com o evangelho que dizemos crer. O cristão é chamado para ser luz, e a luz não foi feita para ser escondida ou para iluminar somente dentro das igrejas.

Dar testemunho de Jesus é reconhecer publicamente o que Ele fez e continua fazendo em nossa vida. É falar do Seu amor, da Sua graça e da salvação que há somente n’Ele. Onde quer que estejamos, em casa, no trabalho, na escola ou na rua, nossa vida e nossas palavras devem apontar para Cristo Jesus.

Quando não temos vergonha do evangelho, demonstramos que entendemos o valor eterno da salvação. Jesus entregou Sua vida por nós na cruz, suportou a vergonha e o sofrimento para nos dar vida e isso é um gesto supremo de amor.

Como então nos envergonhar d’Ele? Pelo contrário, devemos anunciá-lo com ousadia, amor e fidelidade, confiando que o Espírito Santo nos capacita.

Que possamos viver uma fé corajosa, que não se cala diante das oportunidades, mas anuncia Jesus como Senhor e Salvador, hoje e sempre, e em todos os lugares por onde passarmos.