Quando a Ansiedade Encontra a Confiança em Deus

25 “E qual de vós, sendo ansioso, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
26 Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?”
Lucas 12:25-26

Jesus fez questionamentos que nos colocam a meditar e a reconhecer que a ansiedade não acrescenta nada em nossa vida.


Em outras palavras, Jesus nos confronta com o fato de que nenhuma preocupação humana, por mais legítima que pareça, consegue alterar o curso dos eventos que estão sob o controle soberano de Deus.

A ansiedade é um estado que nasce do medo do futuro e da tentativa de assumir o controle de algo que não nos pertence. Mas se nem mesmo podemos acrescentar algo tão pequeno, um “côvado”, cerca de 50 centímetro à nossa estatura, o que esperar de nossa própria força para resolver aquilo que não está em nossas mãos?

Será o que Jesus quer nos ensinar com essa passagem?

Eu pontuarei três importantes lições;

  1. A ansiedade não muda nada.
    Quando nos preocupamos, não aumentamos dias de vida, não adicionamos forças nem garantimos resultados melhores. O futuro permanece o mesmo, quer estejamos ansiosos quer confiantes.
  • A preocupação revela onde está nossa confiança.
    Se nossa mente e coração se voltam mais para os problemas do que para Aquele que os sustenta, quem realmente dirige nossa vida? É uma pergunta que Jesus nos convida a responder com franqueza e intimamente.
  • Confiar em Deus é viver o presente com fé.
    A fé cristã não nos isenta de passarmos por desafios, mas que, mesmo diante deles, precisamos entender que o Senhor está conosco e nos sustenta em cada passo que dermos e em cada respirar.

Então, devemos reconhecer nossa limitação humana e entender que a ansiedade nasce da ilusão de que temos o controle. Em oração, precisamos entregar a Deus aquilo que insistimos carregar sozinhos.

Em todos os dias e em todas as situações, precisamos entender que Jesus nos conhece, sustenta e      cuida de cada detalhe de nossas vidas.

Jesus, nesta passagem, nos chama a viver um dia após o outro e o presente confiando que Deus tem graça suficiente para cada fase de nossas vidas, e que toda ansiedade dará lugar a paz, quando a confiança em Deus for sincera e constante.

Eu não tenho vergonha de Cristo

“Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos.”
Lucas 9:26

Vivemos em um tempo em que declarar a fé em Jesus pode gerar críticas, rejeição e até perseguições. Em muitos ambientes, falar de Cristo parece algo inconveniente ou ultrapassado. No entanto, Jesus foi muito claro ao afirmar que não podemos ter vergonha d’Ele e nem de Sua Palavra.

Ter vergonha de Cristo não é apenas negá-lo com palavras, mas também silenciar quando deveríamos testemunhar, omitir nossa fé para agradar pessoas ou viver de forma incoerente com o evangelho que dizemos crer. O cristão é chamado para ser luz, e a luz não foi feita para ser escondida ou para iluminar somente dentro das igrejas.

Dar testemunho de Jesus é reconhecer publicamente o que Ele fez e continua fazendo em nossa vida. É falar do Seu amor, da Sua graça e da salvação que há somente n’Ele. Onde quer que estejamos, em casa, no trabalho, na escola ou na rua, nossa vida e nossas palavras devem apontar para Cristo Jesus.

Quando não temos vergonha do evangelho, demonstramos que entendemos o valor eterno da salvação. Jesus entregou Sua vida por nós na cruz, suportou a vergonha e o sofrimento para nos dar vida e isso é um gesto supremo de amor.

Como então nos envergonhar d’Ele? Pelo contrário, devemos anunciá-lo com ousadia, amor e fidelidade, confiando que o Espírito Santo nos capacita.

Que possamos viver uma fé corajosa, que não se cala diante das oportunidades, mas anuncia Jesus como Senhor e Salvador, hoje e sempre, e em todos os lugares por onde passarmos.

Todo Poder, Um Só Propósito

¹⁸ E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

¹⁹ Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

²⁰ Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo. Amém. Mateus 28:18-20

As palavras de Jesus que não apenas informam, mas direcionam toda a nossa fé e a nossa missão nesta terra. Ao declarar; “É-me dado todo o poder no céu e na terra”, Cristo não está apenas afirmando Sua autoridade suprema, mas revelando que esse poder tem um propósito claro e eterno: a salvação das almas.

O evangelho não é um discurso vazio nem uma filosofia. Ele é a boa notícia de que Deus, em Cristo, agiu para resgatar o homem perdido. E esse resgate se manifesta de forma concreta quando Jesus ordena: “Ide… fazei discípulos… batizando-os”. O santo batismo não é um detalhe opcional da fé cristã, mas parte essencial do chamado do evangelho que conduz ao céu. Ele representa a identificação pública com Cristo, a morte do velho homem e o nascimento para uma nova vida em Deus.

Note que toda a autoridade concedida a Jesus nos céus e na terra converge para essa missão. O poder divino não é exibido para impressionar, mas para salvar. Cada milagre, cada palavra, cada ordem do Senhor aponta para o mesmo alvo: conduzir o homem de volta à comunhão com Deus.

Jesus também deixa claro que o discipulado não termina no batismo. Somos chamados a ensinar, a viver e a guardar tudo o que Ele ordenou. A fé verdadeira produz transformação diária, obediência sincera e perseverança até o fim.

E, para que não caminhemos sozinhos, Ele faz uma promessa que sustenta a Igreja em todas as gerações: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo”. A presença constante de Cristo é a garantia de que a missão será cumprida. Não dependemos apenas de força humana, mas do Senhor que caminha conosco, capacita-nos e nos conduz até o final.

Que nunca percamos o foco do evangelho. Que anunciemos a salvação, vivamos o discipulado e valorizemos o santo batismo como expressão de uma fé que obedece. E que, em cada passo, tenhamos a plena certeza: o Jesus que tem todo poder é o mesmo que permanece conosco todos os dias.