Jesus se compadeceu em Naim

“Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores! Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te! Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe.”
Lucas 7:13-15

Jesus estava entrando na cidade de Naim quando se deparou com uma cena de profunda dor; uma mãe viúva caminhando atrás do esquife de seu único filho. Aquela mulher não tinha mais marido, agora também não tinha mais filho. A cena de dor e do vazio do luto voltava a se repetir para ela, seu futuro parecia ter sido enterrado junto com aquele jovem.

Mas a Bíblia diz algo extraordinário; “Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela.” Jesus não viu apenas um cortejo fúnebre, Ele viu uma mãe em lágrimas. Ele não viu apenas um morto, Ele viu um coração despedaçado. O nosso Senhor é assim, Ele enxerga além das aparências, Ele vê a dor escondida no silêncio, Ele percebe o sofrimento que ninguém mais nota.

E antes mesmo que aquela mulher pedisse qualquer coisa, Jesus tomou a iniciativa e disse; “Não chores!” Que palavra forte dita pelo Mestre Carpinteiro do amo! Não era uma repreensão, era uma promessa disfarçada. Quando Jesus manda não chorar, é porque Ele já está prestes a agir.

Ele se aproxima, toca o esquife, algo impensável para muitos naquela época, e logo na sequencia libera uma ordem cheia de autoridade; “Jovem, eu te mando: levanta-te!” A morte ouviu a voz do Autor da vida, teve que recuar e obedecer. O jovem se levantou, começou a falar, e Jesus o restituiu à sua mãe.

Assim é o nosso Deus. Ele se compadece, Ele se aproxima, Ele toca e Ele restaura. O que parecia definitivo não foi o fim. A última palavra não foi da morte, foi de Jesus.

Talvez hoje haja algo que você considere perdido: um sonho, uma esperança, uma alegria, uma resposta. Mas o mesmo Jesus que parou um enterro em Naim continua passando por nossas “cidades” e se compadecendo de nós. Onde Ele chega, a morte não permanece. Onde Ele toca, há restauração.

Confie. Ele está pronto para transformar lágrimas em testemunho e devolver vida ao que parecia sepultado.

Ainda há esperança, se a sua esperança e a sua fé estiverem em Jesus!

Confiar em homens ou confiar em Deus?

Jeremias 17:5-8

⁵ Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!
⁶ Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.
⁷ Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor.
⁸ Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se preocupa, nem deixa de dar fruto.

O profeta Jeremias nos apresenta dois caminhos bem distintos: o da autossuficiência e o da dependência de Deus. Não existe meio-termo. Ou confiamos na força do braço humano, ou descansamos plenamente no Senhor.

Quando o homem faz da “carne o seu braço”, ele deposita sua segurança em pessoas, recursos, cargos, influência ou até em si mesmo. O problema não é ter pessoas ao redor, mas transformar pessoas em fonte de salvação. A Bíblia é clara; aquele que tira o coração do Senhor para colocá-lo nos homens se torna como a tamargueira no deserto, ou seja, uma planta solitária, em terra seca, que não percebe nem quando o bem chega.

Quantas vezes a decepção nasce justamente de expectativas erradas?

Esperamos de homens aquilo que só Deus pode oferecer. Homens falham, mudam, se ausentam. Deus não! Homens prometem e não cumprem, porém, Deus vela pela Sua Palavra para a cumprir.

Por outro lado, Jeremias declara: “Bendito o homem que confia no Senhor”. Observe que não é apenas confiar em Deus de maneira superficial, mas fazer do Senhor a própria confiança. Isso é intimidade. Isso é dependência total.

Quem confia no Senhor é comparado a uma árvore plantada junto às águas. O calor vem? Vem sim. A sequidão chega? Claro que Chega, mas ela não perde o vigor, não perde as folhas, não deixa de frutificar.

E você sabe o porquê? Porque sua fonte não está na superfície, mas nas profundezas.

Assim também é a vida daquele que deposita sua fé em Deus. As circunstâncias podem mudar, as pessoas podem falhar, as estações podem ser difíceis, mas quem tem raízes profundas no Senhor permanece firme e frutífero.

Hoje, o Espírito Santo nos convida a avaliar onde está a nossa confiança. Está nas estruturas humanas ou no Deus eterno? Está na estabilidade aparente das pessoas ou na fidelidade imutável do Senhor que fez todas as coisas?

Decida confiar em Deus acima de tudo. Ame as pessoas, caminhe com elas, mas jamais substitua o Senhor por elas. Quando Deus é a sua confiança, você não apenas sobrevive aos desertos, você floresce neles.

Quando os justos resplandecerão

“Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”
(Mateus 13:43)

Jesus encerra a explicação da parábola do joio e do trigo com uma promessa que aquece o coração dos que perseveram na fé: haverá um dia em que toda injustiça cessará, toda dor terá fim e os justos resplandecerão como o sol no reino do Pai. Não é uma metáfora vazia, mas a certeza de uma recompensa eterna preparada por Deus para aqueles que escolheram viver segundo a Sua vontade.

Neste mundo, muitas vezes, o justo parece esquecido, silenciado ou até oprimido. O joio cresce ao lado do trigo, e nem sempre é fácil discernir. Mas o Senhor, que vê o coração, conhece cada lágrima derramada, cada renúncia feita e cada passo dado em obediência e no tempo certo, Ele mesmo fará a separação, e a justiça divina se manifestará plenamente.

Resplandecer como o sol fala de glória, honra e restauração completa. É a luz de Cristo refletida na vida daqueles que permaneceram fiéis até o fim. Não se trata de mérito humano, mas do resultado de uma vida rendida à graça de Deus, transformada pelo Evangelho e firmada na esperança da salvação da alma e morada no Reino eterno.

Jesus conclui dizendo: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. É um chamado à reflexão e ao mesmo tempo a uma decisão. Estamos vivendo apenas para este tempo passageiro ou com os olhos fixos na eternidade? A promessa é clara; vale a pena permanecer justo, vale a pena confiar, vale a pena perseverar.

Que hoje você renove sua esperança nessa verdade. Mesmo que agora haja lutas, o brilho reservado por Deus para os Seus filhos supera qualquer sofrimento presente. O reino do Pai é real, e nele os justos resplandecerão.