Como você está vendo?

1 ¶ Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença.

2 E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? João 9: 1-2

Hoje quero meditar com você nesta passagem que evangelista João relata e nestes dois versículos podemos ver claramente a diferença entre a visão de Jesus e a dos seus discípulos.

Jesus estava em mais um dos seus dias de caminhada de cidade em cidade pregando seu evangelho, quando de repente se depara com um cego de nascença, ou seja, alguém que nunca havia visto a luz do dia.

Humanamente falando Jesus estava diante de um cenário de total impossibilidade, pois, até nos dias atuais com toda tecnologia nenhum médico conseguiu dar visão a quem já nasceu sem ela.

E aqui está a grande diferença;

Os discípulos viram um cego condenado a viver na escuridão e Jesus viu a Glória de Deus se manifestando sobre aquele homem, os céus estavam se abrindo para uma nova história.

Os discípulos viram um homem amaldiçoado e estenderem esta maldição até para os pais dele, mas, Jesus viu nele a oportunidade do milagre acontecer.

Enquanto os discípulos se mostraram pessimistas diante daquele cenário, Jesus se manteve otimista, cuspiu na terra e dela fez um barro que com os dedos tocou nos olhos daquele cego e lhe disse;

7 dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo.

Eu tenho a mais absoluta certeza de que Jesus recuperou não só a visão natural daquele homem como também a sua visão espiritual.

Tudo nesta vida depende da maneira que estamos enxergando.

Talvez o emprego que você perdeu e que hoje tem trazido grande aflição e até mesmo desespero, seja na verdade uma oportunidade que Deus está colocando diante e a porta que hoje seus olhos físicos veem fechada, Deus pode te mostrar uma nova e melhor se olhares com os olhos da fé.

Até a enfermidade que traz dores e incertezas, pela fé em Cristo Jesus servirá de testemunho para que o nome de Deus seja glorificado.

O ser humano é especialista em enxergar dificuldade, criar cenários intransponíveis e sobretudo de sofrer por antecipação, mas, tudo isso muda quando a visão é calibrada com o colírio da fé.

Lembre-se, tudo nesta vida depende da maneira que estamos enxergando.

Egoísmo

Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderia dar em troca de sua alma? 
Marcos 8:36-37

Dia desses, em um desses vários vídeos que recebemos nas redes sociais, um homem morreu e o seu desejo se cumpriu em seu sepultamento, ser enterrado com todos os seus bens, eu achei tudo aquilo um grande absurdo, todo aquele apego aos bens materiais e o principal ele esqueceu, o amor ao próximo, a caridade e principalmente o lutar pela salvação de sua alma, vou ilustrar com uma história qual é o final de pessoas apegadas demais em bens matérias:

Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma

avalanche de neve.

Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles

trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles

se aqueciam.

Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia

clareasse.

Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira: era a única maneira

de poderem sobreviver.

O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e

descobriu que um deles tinha a pele escura.

Então, raciocinou consigo mesmo: “Aquele negro! Jamais darei minha lenha

para aquecer um negro”. E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais.

O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os

juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia

sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas.

Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro,

pensou: “Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso? Nem pensar”.

O terceiro homem era negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia

qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina.

Seu pensamento era muito prático: “É bem provável que eu precise desta lenha

para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar

aqueles que me oprimem”. E guardou suas lenhas com cuidado.

O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros

os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Este pensou: “Esta nevasca

pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha.”

O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente

para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava.

Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para

pensar em ser útil.

O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os

sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. “Esta

lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor

dos gravetos”.

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa

da fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente apagou.

No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna

encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de

lenha.

Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse:

“O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro”.

O egoísmo e o orgulho podem lhe tirar a sua maior riqueza, a sua salvação. Não adianta ter a maior casa, o melhor carro, as melhores joias e se seu objetivo não for seguir o que nos ensinou o Nazareno em Mateus 12: 30-31;

Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.

Marcos 12:30,31

Preciso ser curado

17 E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus discípulos, e grande multidão do povo de toda a Judeia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom;18 os quais tinham vindo para o ouvir e serem curados das suas enfermidades, como também os atormentados dos espíritos imundos. E eram curados. Lucas 6: 17-18

Hoje eu quero meditar um pouco você neste texto introdutório do capitulo do evangelho de Lucas que traz o sermão da montanha, nele vemos claramente que a multidão que ia até Jesus tinha dois objetivos; ouvir seus ensinamentos e receber cura.

Quem nunca foi a Israel, geralmente tem uma visão formada em sua mente de que ali só existem desertos e montanhas, e não é assim.

Geralmente os montes citados na bíblia não são tão altos assim, como por exemplo o monte onde Jesus crucificado, monte Gólgota, que tem aproximadamente seis metros de altura em relação da sua base que hoje é um estacionamento de ônibus.

Jesus estava em um desses montes, próximo ao Mar da Galileia, Monte das Bem-Aventuranças passando ali seus ensinamentos para os 12 discípulos, monte que também não é alto, pois eu pude conhece-lo em 2019.

Ao descer dali ele se deparou com grande multidão que o aguardava.

Jesus que havia ensinado seus discípulos no monte, passa a ensinar através de seu evangelho todo aquela multidão que queria alimentar da palavra e obviamente receber curar.

E aqui eu aprendo algo fundamental para receber curar física, emocional ou espiritual da parte de Cristo, “é preciso ouvir e absorver o evangelho de Jesus com fé para ativar o milagre em nossas vidas”.

Note que o primeiro objetivo das pessoas que foram curadas era o de ouvir a palavra de Deus.

E muitos agora podem estar dizendo que isso só acontecia no tempo de Jesus, e a esses eu digo, nós estamos no tempo de Jesus, nada mudou, o Filho de Deus está vivo e seu poder continua se manifestando através do seu evangelho.

É preciso ouvir a palavra, porém, estamos vivendo aquilo que um dia disse um dos maiores pregadores do século 18, Charles Spurgeon, assim ele disse;

“Chegará um dia em que no lugar dos pastores alimentando as ovelhas haverá palhaços entretendo os bodes.”

C. H. Spurgeon (1834-1892)

Não estou te incentivando a trocar de igreja, mas, se o local onde você frequenta não prega Cristo Jesus como centro de tudo, então, infelizmente sua fé nunca será alimentada ao ponto de mover o sobre natural sobre você e sua família, e sobretudo, não te confrontará ao ponto de te conduzir até o reino do céu.

Busque primeiro o alimente para sua fé que é a palavra de Deus e só assim você irá experimentar do sobrenatural de Deus em sua vida.