Eu não tenho vergonha de Cristo

“Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos.”
Lucas 9:26

Vivemos em um tempo em que declarar a fé em Jesus pode gerar críticas, rejeição e até perseguições. Em muitos ambientes, falar de Cristo parece algo inconveniente ou ultrapassado. No entanto, Jesus foi muito claro ao afirmar que não podemos ter vergonha d’Ele e nem de Sua Palavra.

Ter vergonha de Cristo não é apenas negá-lo com palavras, mas também silenciar quando deveríamos testemunhar, omitir nossa fé para agradar pessoas ou viver de forma incoerente com o evangelho que dizemos crer. O cristão é chamado para ser luz, e a luz não foi feita para ser escondida ou para iluminar somente dentro das igrejas.

Dar testemunho de Jesus é reconhecer publicamente o que Ele fez e continua fazendo em nossa vida. É falar do Seu amor, da Sua graça e da salvação que há somente n’Ele. Onde quer que estejamos, em casa, no trabalho, na escola ou na rua, nossa vida e nossas palavras devem apontar para Cristo Jesus.

Quando não temos vergonha do evangelho, demonstramos que entendemos o valor eterno da salvação. Jesus entregou Sua vida por nós na cruz, suportou a vergonha e o sofrimento para nos dar vida e isso é um gesto supremo de amor.

Como então nos envergonhar d’Ele? Pelo contrário, devemos anunciá-lo com ousadia, amor e fidelidade, confiando que o Espírito Santo nos capacita.

Que possamos viver uma fé corajosa, que não se cala diante das oportunidades, mas anuncia Jesus como Senhor e Salvador, hoje e sempre, e em todos os lugares por onde passarmos.

Todo Poder, Um Só Propósito

¹⁸ E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

¹⁹ Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

²⁰ Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo. Amém. Mateus 28:18-20

As palavras de Jesus que não apenas informam, mas direcionam toda a nossa fé e a nossa missão nesta terra. Ao declarar; “É-me dado todo o poder no céu e na terra”, Cristo não está apenas afirmando Sua autoridade suprema, mas revelando que esse poder tem um propósito claro e eterno: a salvação das almas.

O evangelho não é um discurso vazio nem uma filosofia. Ele é a boa notícia de que Deus, em Cristo, agiu para resgatar o homem perdido. E esse resgate se manifesta de forma concreta quando Jesus ordena: “Ide… fazei discípulos… batizando-os”. O santo batismo não é um detalhe opcional da fé cristã, mas parte essencial do chamado do evangelho que conduz ao céu. Ele representa a identificação pública com Cristo, a morte do velho homem e o nascimento para uma nova vida em Deus.

Note que toda a autoridade concedida a Jesus nos céus e na terra converge para essa missão. O poder divino não é exibido para impressionar, mas para salvar. Cada milagre, cada palavra, cada ordem do Senhor aponta para o mesmo alvo: conduzir o homem de volta à comunhão com Deus.

Jesus também deixa claro que o discipulado não termina no batismo. Somos chamados a ensinar, a viver e a guardar tudo o que Ele ordenou. A fé verdadeira produz transformação diária, obediência sincera e perseverança até o fim.

E, para que não caminhemos sozinhos, Ele faz uma promessa que sustenta a Igreja em todas as gerações: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo”. A presença constante de Cristo é a garantia de que a missão será cumprida. Não dependemos apenas de força humana, mas do Senhor que caminha conosco, capacita-nos e nos conduz até o final.

Que nunca percamos o foco do evangelho. Que anunciemos a salvação, vivamos o discipulado e valorizemos o santo batismo como expressão de uma fé que obedece. E que, em cada passo, tenhamos a plena certeza: o Jesus que tem todo poder é o mesmo que permanece conosco todos os dias.

O Deus que envia o Comandante do Seu Exército

¹³ Estando Josué já perto de Jericó, olhou para cima e viu um homem de pé, empunhando uma espada. Aproximou-se dele e perguntou-lhe: “Você é por nós, ou por nossos inimigos? “

¹⁴ “Nem uma coisa nem outra”, respondeu ele. “Venho na qualidade de comandante do exército do Senhor”. Então Josué prostrou-se, rosto em terra, em sinal de respeito, e lhe perguntou: “Que mensagem o meu senhor tem para o seu servo? ” Josué 5:13,14

Josué estava às portas de Jericó. Diante dele, um desafio aparentemente intransponível; dentro dele, a responsabilidade de liderar um povo rumo à promessa. É nesse cenário de tensão e expectativa que algo extraordinário acontece: Josué levanta os olhos e vê um homem em pé, com uma espada desembainhada.

A pergunta de Josué é direta e humana: “Você é por nós ou por nossos inimigos?” Em outras palavras: “De que lado o Senhor está?”
A resposta do Comandante do exército do Senhor quebra qualquer lógica humana: “Nem uma coisa nem outra.”

Ele respondeu assim porque Deus não se submete às nossas causas; somos nós que precisamos nos submeter à causa d’Ele. O Senhor não veio para tomar partido dos planos de Josué, Ele veio para assumir o comando.

Ao ouvir isso, Josué não discute, não argumenta, não tenta negociar. Ele se prostra com o rosto em terra. A postura muda antes que a batalha comece. A vitória deste moço não começaria com estratégia militar, mas com rendição espiritual.

Há momentos em nossa caminhada em que queremos que Deus apenas confirme nossas decisões, aprove nossos caminhos e lute as batalhas do jeito que idealizamos, porém, este texto nos ensina que Deus envia o Comandante do Seu exército não apenas para lutar por nós, mas para nos transmitir Sua mensagem, Sua direção e Sua autoridade.

A pergunta correta não é: “Deus está do meu lado?”
A pergunta correta é: “Estou do lado de Deus?”

Quando Josué pergunta: “Que mensagem o meu Senhor tem para o seu servo?”, ele demonstra que entende seu lugar. Antes de conquistar Jericó, ele precisava ouvir, obedecer e alinhar-se à vontade do Senhor.

Talvez hoje você esteja diante de uma “Jericó”: decisões difíceis, lutas internas, desafios familiares ou ministeriais. Antes de avançar, levante os olhos. Deus continua enviando Sua direção, Ele continua falando, Ele continua sendo o Comandante supremo.

Que a nossa resposta seja como a de Josué: prostração diante de Deus, reverência e disposição para ouvi-lo.

O céu fala, o Comandante sempre liderará e a vitória sempre pertencerá ao Senhor.