Pastor Júlio Falcão – Talvez esteja faltando um estimulo

Salmos 37:23-24 ARA

O SENHOR firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o SENHOR o segura pela mão.

O Tempo é implacável e muitas vezes mina nossas forças físicas, os problemas e as adversidades do dia a dia também acabam por nos esgotar fisicamente e emocionalmente, e nessas horas precisamos de um ombro amigo, uma palavra de incentivo e de fé para que possamos enxergar que não estamos só nesta terra e que tem um Deus que firma nossos passos.

Às vezes a única coisa que nos falta para seguir tentando nesta caminhada é exatamente um incentivo, uma palavra de animo, foi o que aconteceu em uma família que vou lhe apresentar agora;

Da Europa em guerra, conta-se que uma família foi forçada a sair de sua casa quando tropas inimigas invadiram a localidade onde viviam. Para fugir aos horrores da guerra, perceberam que sua única chance seria atravessar as montanhas que circundavam a cidade.

Se conseguissem êxito na escalada, alcançariam o país vizinho e estariam a salvos. A família compunha-se de umas dez pessoas, de diversas idades. Reuniram-se e planejaram os detalhes: a saída de casa, por onde tentariam a difícil travessia. O problema era o avô.

Com muitos anos aos ombros, ele não estava muito bem. A viagem seria dura.

— “Deixem-me”, falou ele.- “Serei um empecilho para o êxito de vocês. Somente atrapalharei.

Afinal, os soldados não irão se importar com um homem velho como eu”.

Entretanto, os filhos insistiram para que ele fosse. Chegaram a afirmar que se ele não fosse, eles também ali permaneceriam.

Vencido pelas argumentações, o idoso cedeu. A família partiu em direção à cadeia de montanhas. A caminhada era feita em silêncio.

Todo esforço desnecessário deveria ser poupado. Como entre eles havia uma menina de apenas um ano, combinaram que, a fim de que ninguém ficasse exausto, ela seria carregada por todos os componentes da família, em sistema de revezamento.

Depois de várias horas de subida difícil, o avô se sentou em uma rocha. Deixou pender a cabeça e quase em desespero, suplicou: – “Deixem-me para trás. Não vou conseguir. Continuem sozinhos”.

— “De forma alguma o deixaremos. Você tem de conseguir. Vai conseguir”, falou com entusiasmo o filho.

— “Não”, insistiu o avô, “deixem-me aqui”.

O filho não se deu por vencido. Aproximou-se do pai e energicamente lhe disse: – “Vamos, pai. Precisamos do senhor. É a sua vez de carregar o bebê”.

O homem levantou o rosto. Viu as fisionomias cansadas de todos. Olhou para o bebê enrolado em um cobertor, no colo do seu neto de treze anos. O garoto era tão magrinho e parecia estar realizando um esforço sobre-humano para segurar o pesado fardo. O avô se levantou. – “Claro”, falou, “é a minha vez. Passem-me o bebê”.

Ajeitou a menina no colo. Olhou para o seu rostinho inocente e sentiu uma força renovada. Um enorme desejo de ver sua família a salvo, numa terra neutra, em que a guerra seria somente uma memória distante tomou conta dele. – “Vamos”, disse, com determinação.

— “Já estou bem. Só precisava descansar um pouco. Vamos andando”. O grupo prosseguiu, com o avô carregando a netinha. Naquela noite, a família conseguiu cruzar a fronteira a salvo.

Todos os que iniciaram o longo percurso pelas montanhas conseguiram terminá-lo. Inclusive o avô.

Se alguém a seu lado, está prestes a desistir das lutas desta vida, ofereça-lhe um incentivo. Recorde da importância que ele tem para todos de sua família, para sociedade e principalmente para o reino dos céus. Lembre-o que, no círculo familiar, na roda de amigos ou no trabalho voluntário, ele é alguém que faz a diferença.

Ninguém é substituível. Cada pessoa tem seu próprio valor. Uma tarefa pode ser desempenhada por qualquer pessoa, mas uma pessoa jamais substituirá a outra.

Não permita que ninguém fique à margem do caminho somente porque não recebeu um incentivo, um estímulo, um motivo para prosseguir, até a vitória final.

Que esta mensagem possa ser o estimulo que você precisava para continuar seguindo adiante, e lembre-se; O SENHOR firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o SENHOR o segura pela mão.

Pastor Júlio Falcão – O tempo da colheita chegará

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. Gálatas 6:7,8

Em uma de suas mais importantes cartas Paulo fala nestes versículos de semeadura, algo que na vida do homem é infalível, tudo aquilo que plantamos espiritualmente, cedo ou tarde iremos colher.

Note que Paulo diz algo que muitos banalizam; Deus não se deixa escarnecer, ou seja, Deus não permite que zombem dele, podem até achar que estão o enganando e que Deus é um ser qualquer que pode ser ridicularizado ou zombado, mas, de Deus não se zomba e não existe ninguém que possa enganá-lo.

Na agricultura existem as mais diversas lavouras em que delas se o agricultor tiver cultivado bem o solo, limpado bem as ervas daninhas e tiver contado com um bom período de chuva, irão colher dos grãos que foram lançados ao solos de forma multiplica, mas, no mundo espiritual existem somente duas colheitas; a da carne, ou seja, as coisas pecaminosas que alimentamos e a colheita do Espírito Santo, que nada mais é que uma vida de intimidade e relacionamento com Deus.

Quanto mais investimos em uma destas lavouras, dela iremos colher. Se investimos numa vida regado de coisas erradas, enganando as pessoas em nossa volta e pensando que estamos enganando até Deus, os joios desta lavoura iremos colher, mas, se lançarmos nossa vida na maravilhosa seara do Senhor Jesus, com certeza colheremos nossos bons frutos.

Cabe a cada um de nós fazermos um balanço de nossas vidas, refletirmos com sinceridade em qual lavoura estamos investindo nossas vidas; na carne ou no Espírito Santo?

Ao refletir, tenha a plena convicção que as sementes lançadas nestas duas lavouras espirituais nunca deixam de nascer, o tempo da colheita vai chegar.

Reflitamos e escolhamos bem as nossas sementes e o campo em que vamos lança-las.