Pastor Júlio Falcão – Uma lição de amor

E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira. Lucas 10:35-37

Essa foi o ensinamento de Jesus a um doutor da lei, um mestre especializado no estudo da torá.

Cristo usou essa parábola do bom samaritano para mostrar-lhe que para fazer o bem ao próximo não pode haver distinção, não se deve excluir qualquer tipo de ajudar a uma pessoa por causa de sua religião, cor da pele, nacionalidade ou se algum dia essa mesma pessoa já nos feriu, simplesmente devemos ajudar quem por ventura esteja passando por qualquer que seja a necessidade.

Ele faz questão de mostrar que algumas pessoas religiosas passaram por este homem que estava a beira do caminho, ferido, e negaram ajuda. Infelizmente isso acontece constantemente.

O primeiro homem a passar e contemplar aquela triste cena foi um sacerdote, mas, a bíblia diz que ele passou ao largo, ou seja, fingiu que não viu e passou distante.

O segundo foi um levita, os levitas eram aqueles encarregados de cuidar do templo e alguns deles eram músicos, mas, mesmo sendo uma pessoa que cuidava do templo, também fingiu que não era para ele aquele situação e passou ao largo, de uma volta e seguiu seu caminho deixando aquela situação para outro resolver.

Note que os dois primeiros homens que passaram eram pessoas impregnadas dos conhecimentos teológicos, mas, fazias do amor de Cristo.

Jesus volta-se novamente para aquele doutor da lei e disse algo que ele não esperava ouvir; Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; Lucas 10:33  

Esse homem que por tradição deveria ter passado distante daquele que estava ferido, pois, os samaritanos não se davam com os judeus, porém, ele não só parou com íntima compaixão como também limpou lhe as feridas, colocou-o em seu animal, o levou para uma pensão, determinou ao dono daquele lugar que dedicasse aos cuidados daquele enfermo e cobriu todas as custas.

Essa passagem nos ensina muito, ela tem o poder de mostrar qual é o verdadeiro evangelho de Cristo, e ainda hoje eu vejo homens cheios de teologias ou religiosidade, mas, vazios desse amor que Jesus tanto pregou, o amor ao próximo.

Amor esse que não pode ser só em datas especificas do ano ou dentro das igrejas, ele tem que acompanhar o cristão em todos os dias e em todos os lugares.

Não dá para dizer que amamos a Cristo se passamos para um irmão caído e o desprezamos.

Não dá para dizer que somos igreja do Senhor se em nossa igreja não tem um departamento de caridade, assistencialismo aos mais necessitados, não dá para dizer.

Vivamos verdadeiramente o amor de Cristo e amemos, e ajudemos nosso irmão sem olhar para sua identificação, amemos como Cristo nos ama sem olhar para nossas falhas.

Que a paz a graça e a misericórdia de Cristo Jesus estejam com você e com todos de sua família!

Pastor Júlio Falcão – Decisões diárias

Quer você se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz nas suas costas dirá a você: “Este é o caminho; siga-o”.
Isaías 30:21

Em todos os momentos de nossa vida precisamos tomar decisões, umas mais importantes e outras nem tanto assim, mas, o fato é que sempre estamos decidindo em questão de segundos se colocamos ou não mais sal no feijão, se ultrapassamos o caminhão antes da curva, se voltamos a cometer o erro das drogas, do álcool… Enfim, nossas decisões tanto podem nos conduzir a bons caminhos como também nos levar a caminhos e resultados terrível.

Para boas decisões existe uma receita infalível;

Ouça o que Deus está falando ao seu coração!

O caso de Michelle é um desses. Ela, o marido e o filho de seis anos, haviam acabado de se mudar para a casa dos seus sonhos.

Estilo colonial, cinco quartos, terreno espaçoso, um sonho realizado.

O menino começou a frequentar o Jardim de Infância e a ocasião era ideal para ter um segundo filho.

Nos seus 6 anos, James acreditava que Deus tinha escutado suas orações e um irmão ou irmã estava a caminho.

Tudo era esperança e alegria, até o médico suspeitar da existência de um tumor na mama direita de Michelle.

Ela só conseguia pensar: Eu vou morrer. Eu quero ficar com o meu filho. Eu não vou contar aos meus pais que tenho câncer.

O diagnóstico veio após três biópsias e uma ultrassonografia.

O tumor tinha menos de um centímetro e era receptor de estrogênio positivo.

O que deveria ser uma vantagem, no caso de Michelle, grávida, significava que ele se alimentaria da maior quantidade possível de estrogênio em sua corrente sanguínea.

Quer dizer: ele cresceria de forma acelerada.

A especialista a quem foi encaminhada aconselhou que ela interrompesse a gravidez.

Isso lhe permitiria eliminar o tumor e se submeter à quimioterapia. Ela poderia voltar a engravidar em cinco anos.

Por que tirar o meu bebê? Pensava Michelle.

Por que devo eliminar meu filho para eu viver?

Por que não posso optar por uma mastectomia e ficar com meu bebê?

 Finalmente, para desespero de seu marido e de sua irmã, que acompanhava o caso, Michelle optou por se submeter a uma mastectomia.

Ela poderia amamentar seu filho com a outra mama, porque não faria radiação nem quimioterapia.

E encontrou um aliado em sua luta pela vida. Seu obstetra estava disposto a apoiá-la.

Essa decisão significava que não teria que eliminar a vida que pulsava em seu ventre.

E como pulsava.

Quando despertou, após realizada a cirurgia para a retirada total da mama direita, seu marido chorava ao seu lado.

O obstetra entrou e colocou o monitor fetal para escutar as batidas cardíacas do bebê.

Estaria tudo bem com ele? A expectativa era enorme. O silêncio ainda maior.

Então, o monitor disparou e o som das batidas daquele coraçãozinho parecia gritar: Obrigado. Obrigado.

Michael nasceu perfeito e saudável.

Três anos depois, até a dolorosa e demorada reconstituição da mama está superada pela alegria dos filhos e do marido.

Michael é um apaixonado pelo irmão. Abraça-o muitas vezes e diz: James, meu irmão!

Quando Michelle contempla essa cena, sua voz fica embargada pela emoção de ter ouvido a voz de Deus.

Ela recorda que poderia ter perdido tudo isso.

E agradece a Deus por ter feito a correta opção. Por ter atendido ao amor e preservado, embora com grande sacrifício, a sua e a vida de seu filho.

Quando ora a Deus, não somente externa seus agradecimentos, mas especialmente lhe diz:

Obrigada, meu Deus, por eu ter escutado a voz da vida. Obrigada pela minha vida, pela vida de Michael.

Segundo um estudo do dr. George D. Haber, publicado em dezembro de 2016 diz que alguns seres humanos tomam até 35.000 decisões por dia. Um motorista a cada 1.600 metros toma cerca de 200 decisões.

Constantemente teremos que fazer escolhas, que você faça as suas embasadas na voz de Deus, pois, fazendo assim suas decisões nunca serão frustradas.

Que Deus te abençoe e te ilumine nas suas decisões desde as mais simples até as mais complexas.

Que a paz a graça e a misericórdia de Cristo Jesus estejam com você e com todos de sua família!

https://youtu.be/S7cGewRtWow