As muralhas do mal cairão por terra

³⁰ Pela fé caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias.

Hebreus 11:30

A carta aos Hebreus é, no meu ponto de vista um dos relatos mais claros sobre o verdadeiro evangelho de Jesus, o real sentido de seu sacrifício e no capitulo 11 a fé entra em destaque.

Ao citar a fé o escritor cita também vários personagens que mudaram situações ao exercitarem essa ferramenta fundamental na vida do cristão, e isso, muito nos serve de lição.  

No versículo que separei é citada a história de Josué e o povo de Deus diante das fortificadas muralhas de Jericó que eram para eles um obstáculos intransponível e que os impediam de chegarem até a terra prometida.

No primeiro momento, Deus ordenou que todos rodeassem as muralhas em total silencio e somente os sacerdotes é que tocavam trombetas. Nos sétimo dia, seguindo o que foi determinado por Deus, e sem duvidar, todos gritaram e as muralhas caíram ao chão.

Nessa passagem aprendemos com Josué, Calebe e todo aquele povo que se obedecermos e confiarmos em Deus com toda nossa fé, não existirão muralhas que resistirão diante de nós.

Em 2019 eu estive nas ruídas das muralhas de Jericó, humanamente seria impossível aquilo cair com vibrações dos gritos humanos, mas, caíram pela fé e a confiança em Deus.

Certamente não existem as muralhas de Jericó diante de você, mas, eu tenho certeza que várias outras muralhas poderão surgir em sua vida.

Pode ser a muralha da perseguição, da enfermidade, da escassez financeira, da depressão… enfim, seja qual for a muralha ela nunca será maior e mais forte que nosso Deus.

Hoje não precisamos gritar fisicamente diante de um deste problemas, mas, gritarmos espiritualmente em oração ao Deus que abre caminhos, afugenta os inimigos, cura as feridas físicas e da alma.

Não deixe os obstáculos do mal impedir que os planos de Deus se cumpram em sua vida, tenha fé no Todo-Poderoso!

Não seja cúmplice do ímpio

“Não faça declarações falsas e não seja cúmplice do ímpio, sendo-lhe testemunha mal-intencionada.

Êxodo 23:1

Uma das atitudes mais tristes no ser humano é a de agir falsamente, pessoas que quando estão com você se dizem seus melhores amigos, mas, quando você vira as costas te difamam e tramam contra ti, e isso é profundamente lamentável.

Vou te contar a atitude de sabia de uma mãe que deu uma verdadeira lição em sua filha e automaticamente nas amigas dela que com ela difamavam uma outra colega que não estava ali presente, assim diz a história;

Certa vez, uma mãe muito preocupada com a educação de sua filha a surpreendeu, junto a um grupo de amigas, comentando acerca de uma outra amiga ausente.

O comentário naturalmente era desagradável. A mãe, então, convidou todas as meninas a seguirem com ela para a cozinha. Ali tomou de três peneiras, uma vasilha e uma porção de farinha.

Despejou a farinha na primeira peneira, de furos grandes e facilmente a farinha passou para a segunda peneira que tinha furos um pouco menores.

Agitou um pouco e a farinha caiu na terceira peneira, de malhas mais finas. Chacoalhou outra vez e a farinha finalmente caiu dentro da tigela.

A mãe tomou, então, de uma tampa e com cuidado, cobriu o recipiente para que a farinha não se espalhasse, caso um vento forte se apresentasse.

As meninas acharam aquilo tudo muito estranho e ficaram olhando, sem entender nada.

A senhora sorriu e falou, dirigindo-se especialmente para a filha:

Vamos imaginar que a farinha represente o comentário que você ouviu de alguém a respeito da sua amiga. Antes de passá-lo adiante, vamos passá-lo pelas três peneiras. Você tem certeza de que o que lhe contaram é a pura verdade?

Bem, disse a garota, certeza mesmo eu não tenho, só ouvi alguns comentários.

Se você não tem certeza, falou a mãe, a informação vazou pelos furos grandes da peneira da verdade. Agora vamos passá-la pela segunda peneira, a da caridade.

Pense, minha filha, você gostaria que dissessem de você isto que você falava a respeito da sua amiga?

Claro que não, respondeu prontamente a garota.

Então a sua história acaba de passar pelos furos da segunda peneira. Agora caiu na terceira, que se chama razão. Você acha que é necessário, que é útil passar adiante esta história?

A menina pensou um pouco, coçou a cabeça e respondeu:

Pensando bem, acho que não há nenhuma necessidade.

Pois muito bem, completou a mãe, assim como a farinha passou pelas três peneiras e ficou guardada na vasilha tampada, protegida do vento, o comentário que você ouviu, depois de passar pela peneira da verdade, da caridade e da razão, deve ficar guardado dentro de você.

Assim, você impedirá que o vento da maledicência espalhe a calúnia e traga maiores sofrimentos para sua amiga.

Essa é uma lição que devemos aplicar em nossas vidas sempre, pois, uma palavra lançada é como uma flecha em direção do seu alvo. Então, lembre-se sempre do conselho dessa sábia mãe e não passe adiante aquilo que trará maiores prejuízos para seu próximo.

Será que compensa ser bom?

Provérbios 11:25

O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá.

Provérbio de Salomão que fala sobre generosidade, será a base para nossa meditação de hoje.

O dicionário brasileiro define esta palavra como; virtude daquele que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem; magnanimidade.

Jesus, quando caminhou por esta terra foi o exemplo supremo desta palavra, por onde Ele passava sempre distribuía o alimento espiritual e o alimento físico para matar tanto a fome espiritual com a fome física.

A pessoa que não gosta de ajudar o próximo, que não se comove com a dor do necessitado e se diz cristão, está enganando a si mesma e não passa de um ser egoísta.

Deixa eu ilustrar nosso devocional de hoje com a história de um menino tímido e faminto;  

Numa certa manhã, uma criança sai de sua casa e atravessa a rua em direção a uma mercearia, ao chegar lá ela pede para dono do estabelecimento um copo de água. A criança bebe a água, agradece e deixa um papelzinho dobrado sobre o balcão, o dono da mercearia abre o papel e lê o que está escrito: “NADA”.

Ele fica intrigado, pensativo!

Na hora do almoço, a criança volta e, novamente, pede um copo de água. O homem lhe dá a água e, sem ele perceber, a criança sai, mas, antes, deixa mais um papelzinho escrito “NADA”.

O homem fica mais intrigado ainda!

No final da tarde, a criança vem novamente, mas desta vez o homem se antecipa e já põe o copo de água no balcão e fica aguardando. Ela pede a água e, de novo, tentando não chamar a atenção, põe outro papelzinho dobrado no balcão. O homem corre lá e pega o papel escrito “NADA”.

Ele chama a criança e indaga ela:  “— Menino, por três vezes você veio aqui hoje pedir água e deixou estes papeizinhos! Quem escreveu estes bilhetes? O que significa isso, é uma brincadeira, uma travessura, uma chacota?”.

A criança lhe responde atentamente:

” — Não, moço! Eu jamais faria isto!”.

” — O que é, então?” insiste o homem.

“— Sabe o que é, moço, não temos nada para comer em casa. Minha mãe e meus dois irmãozinhos estão com fome. A água que o senhor me deu foi tudo que eu “comi” hoje. Eu ia pedir a sua ajuda, mas estava com muito medo, então escrevi este bilhete. Desculpa, moço, não vou mais incomodar o senhor”.

Já comovido, o homem pergunta aonde o menino mora e o deixa ir embora. Ele fecha o estabelecimento, enche algumas caixas com suprimentos para aquela família e vai até lá com o seu carro.

Foi indescritível a emoção daquele momento, estampada nos olhos do menino. Ele e sua mãe agradeceram várias vezes e desejaram muitas bênçãos celestiais ao comerciante.

Na saída, o menino entregou outro bilhetinho para o homem. Nele estava escrito “TUDO”.

O comerciante volta para a sua casa com a alma elevada, mas com uma dúvida na cabeça. O que significa aquele “TUDO”? Seria “Obrigado por tudo?”, ou, quem sabe, “Agora temos tudo?”, ou, ainda, o discurso completo do menino: “Não temos NADA para comer, em casa falta TUDO”?

Só o menino saberia responder isso. O que sabemos, com certeza, é que ele já havia escrito aquele bilhete “TUDO” antes mesmo do homem lhe dar o primeiro copo de água naquele dia.

Tem muitas famílias que nem tem o que comer ou como comprar medicamentos importantes para a manutenção da vida e será que nós, como cristãos, temos tido o interesse de ir até essas pessoas para levar alivio?

Será que não estamos sendo demasiadamente indiferentes com os mais necessitados?

Talvez o pouco que levarmos de ajuda, será o “TUDO” que terão!

Pensemos nisso e façamos nossa parte.