Um Reino que Permanece de Pé

“Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá.”
(Mateus 12:25)


Este versículo nos mostra, em seu contexto, um momento de forte oposição ao ministério de Jesus. Após libertar um homem oprimido por demônios, os fariseus, endurecidos em seus corações, passaram a acusá-lo de agir pelo poder de Belzebu, príncipe dos demônios. Era uma tentativa de descredibilizar o poder e a autoridade de Cristo.

Jesus, conhecendo os pensamentos deles, respondeu com uma verdade simples, porém profunda: nenhum reino dividido pode permanecer. Ele mostrou a incoerência da acusação, se Satanás estivesse expulsando seus próprios demônios, seu reino estaria em colapso.

Mas essa resposta vai além daquele momento. Jesus revela um princípio espiritual e também prático: a divisão é uma força destrutiva. Onde há divisão, há enfraquecimento; onde há unidade, há fortalecimento.


Essa palavra nos leva a refletir sobre nossas próprias “casas”, nossa família, nossa vida profissional, espiritual, nossos relacionamentos e até nossa igreja.

Quantas vezes permitimos que pequenas diferenças se transformem em grandes divisões? Quantas vezes o orgulho, a falta de perdão ou a falta de diálogo criam rachaduras que comprometem toda a estrutura?

Um ambiente dividido emocionalmente, espiritualmente ou em propósito dificilmente permanecerá firme diante das adversidades. Por isso, Deus nos chama à unidade, ao amor e à reconciliação.

Se há divisão, é tempo de buscar restauração. Se há divisão no seu coração, entre servir a Deus e agradar ao mundo, é hora de decidir por inteiro viver para Cristo Jesus.

A unidade não significa ausência de diferenças, mas sim a capacidade de permanecer juntos apesar delas, firmados em um propósito maior.


Um ambiente firmado em Deus e sustentado pela unidade permanece de pé, mesmo diante das maiores tempestades.

Ele venceu a morte, persevere até o fim!

“²³ Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.
²⁴ Depois, virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo império e toda potestade e força.
²⁵ Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.”
(1 Coríntios 15:23-25)


Este texto revela algo glorioso e inabalável: Jesus Cristo venceu a morte! Ele não apenas morreu por nós, mas ressuscitou com poder e hoje reina com toda autoridade nos céus e na terra. Ele é as primícias, o primeiro a vencer a morte, abrindo o caminho para todos aqueles que nele creem.

A ressurreição de Cristo não é apenas um evento do passado, é uma promessa viva para o nosso futuro. Assim como Ele venceu, nós também venceremos. A morte não é o fim para aqueles que estão em Cristo, mas o início da eternidade com Deus.

O apóstolo Paulo nos ensina que existe uma ordem: primeiro Cristo, depois os que são d’Ele, na sua vinda. Isso significa que há um dia preparado, um momento glorioso em que também seremos ressuscitados. Mas até esse dia chegar, há um chamado claro para cada um de nós: perseverar na fé.

Jesus perseverou até o fim. Mesmo diante da dor, da rejeição e da cruz, Ele não desistiu. Ele cumpriu o propósito que o Pai lhe confiou. E da mesma forma, nós também somos chamados a permanecer firmes, confiantes e constantes, mesmo em meio às lutas.

Perseverar não é apenas continuar, é continuar crendo, mesmo quando tudo parece difícil. É manter os olhos na promessa, mesmo quando a realidade tenta nos desanimar.

Como não deixar de perseverar na fé em dias tão difíceis?

1. Mantenha os olhos em Cristo
Não olhe para as circunstâncias, olhe para Jesus. Ele é o autor e consumador da nossa fé. Quando focamos n’Ele, encontramos força para continuar, mesmo nos dias difíceis.

2. Alimente-se da Palavra de Deus
A Palavra é o nosso sustento espiritual. É nela que encontramos direção, ânimo e renovação. Quem se alimenta da verdade permanece firme, mesmo em meio às tempestades.

3. Lembre-se da promessa da ressurreição
Nunca se esqueça: essa vida não é o fim. Há uma promessa eterna nos esperando. Assim como Cristo venceu a morte, nós também venceremos. Essa esperança fortalece o coração e nos ajuda a seguir em frente.


Então, nunca se esqueça disso; Jesus reina e tem toda autoridade. Ele já venceu todos os inimigos, inclusive a morte. E um dia, todo joelho se dobrará diante d’Ele. Enquanto esse dia não chega, permaneça firme. Persevere! Porque a vitória final já foi garantida por Cristo.

Em Memória Dele

“Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.” (Lucas 22:19)

Antes de trilhar o doloroso caminho até a cruz do Calvário, Jesus reuniu seus discípulos em um dos momentos mais marcantes da história: a última ceia. Ali, entre amigos, Ele não apenas compartilhou uma refeição, mas revelou um dos maiores mistérios da fé.

Ao tomar o pão, Jesus declarou algo profundo e eterno: aquele pão representava o seu corpo, que seria entregue por amor à humanidade. Cada pedaço partido apontava para o sacrifício que estava por vir, um corpo ferido, açoitado e crucificado para a remissão dos pecados de muitos.

Logo depois, Ele seguiu em direção ao Getsêmani, onde sua alma se angustiou profundamente. Mesmo sendo o Filho de Deus, sentiu o peso da dor, da traição e da cruz que se aproximava. Ainda assim, escolheu obedecer. Escolheu amar. Escolheu se entregar.

Seus últimos passos até o Calvário não foram apenas físicos, mas espirituais. Cada queda no caminho, cada golpe recebido, cada palavra de desprezo, tudo fazia parte do preço da nossa redenção.

E é por isso que a Santa Ceia não é apenas um ritual, mas sim a memória viva. É um chamado para nunca esquecermos o que Cristo fez por nós. Quando participamos dela, não estamos apenas comendo pão e bebendo vinho; estamos anunciando que reconhecemos o sacrifício, que valorizamos o preço que foi pago na cruz e que dependemos totalmente da graça de Jesus.

Lembrar de Cristo é mais do que um ato religioso, é um posicionamento de fé. É declarar que o seu sacrifício não foi em vão em nossa vida.

Hoje, ao refletir sobre esse momento, pergunte a si mesmo: tenho vivido como alguém que se lembra diariamente do que Jesus fez por mim?

Que a cada Santa Ceia, e em cada dia da nossa vida, possamos olhar para Cristo com gratidão, reverência e entrega total, pois, Ele num gesto de amor imensurável se entregou totalmente por cada um de nós.