Pastor Júlio Falcão –  Posso te ajudar?

Aprenda a fazer o bem; busque a justiça, acabe com a opressão, faça justiça ao órfão, defenda a causa da viúva.  Isaías 1.17 

Deus sempre prezou pelo o amor ao próximo, a caridade e a atenção aqueles que muito desprezão ou fingem não enxergar.

Seu filho Jesus constantemente falou-nos sobre o amor ao próximos, nos contou parábolas como a do bom samaritano, nos deu exemplo de quão importante é amar o próximo.

Aliás, é com uma parábola que eu vou ilustrar melhor o tema de hoje;

Certa vez, um rei muito amado, sentindo-se envelhecer, achou por bem decidir qual dos seus três filhos herdaria o trono. Tarefa difícil, porque todos eles eram dignos da coroa.

Certa manhã o rei os chamou à sua presença e disse-lhes:
– Estou velho e já sem forças para governar. Deus deu-me a sorte de ter três filhos maravilhosos e tenho certeza de que qualquer um de vocês dará um bom rei. No entanto, só um será coroado. Por isso, a melhor maneira que encontrei para decidir-me por um de vocês é submetê-los à uma prova.

– Cada um saia agora, procurem onde quiser e tragam para mim, hoje à noite, aquilo que vocês julgarem ser o melhor símbolo do nosso reino. Os nobres me ajudarão a decidir. Quem trouxer o melhor símbolo será o futuro rei.

Um dos príncipes decidiu procurar no próprio castelo, nos seus museus e nos seus tesouros.

Outro, procurou os sábios do reino e passou o dia discutindo o assunto com eles.

O terceiro, resolveu dar uma volta pelo reino, visitar o povo, conversar com as pessoas simples. Nestas suas andanças encontrou um menino arando a terra em meio às lágrimas.
– Porque choras, menino?
– Meu pai morreu e minha mãe está doente. Preciso arar este campo e lançar as sementes ainda hoje, mas não consigo arrastar este arado sozinho. Queria terminar logo, para ficar com a minha mãe.

O príncipe pensou na prova do rei, sabia que não tinha tempo a perder, mas, decidiu ajudar o menino. Um pouco, pelo menos.

Porém, o garoto era muito simpático e, conversa vai, conversa vem, as horas se passaram rapidamente.

Terminaram o serviço e ainda foram visitar a mulher doente, que muito agradeceu a ajuda do nobre viajante (nem ela sabia que era o príncipe).

À noite, o príncipe que ficara no castelo, apresentou ao rei e aos nobres um velho cofre de ouro cravejado de pedras preciosas. Antiquíssimo símbolo do tesouro da família real. Símbolo de estabilidade e poder.

O segundo apresentou uma velha espada que pertencia ao seu pai, símbolo dos difíceis tempos das batalhas para se estabelecer aquele reino. Símbolo da coragem e valentia.

– E você, meu filho, o que nos trouxe? perguntou o rei ao último.
– Nada, meu pai. Saí para visitar o nosso povo e deparei-me com as lágrimas de um pequeno órfão de pai que arava o campo. Fiquei tão comovido com seu sofrimento que interrompi minha busca para ajudá-lo. Como não sou acostumado ao trabalho pesado, cansei-me demais e não tive forças para continuar minha busca. Desculpe-me, senhor.
– Chegue-se aqui, meu filho. Deixe-me ver suas mãos.

Ao ver as bolhas que se formaram em suas mãos, o rei levantou o braço do rapaz e disse para todos:
– Este é meu escolhido, pois ele nos trouxe não um, mas quase todos os símbolos mais relevantes do nosso pequeno reino:

* Primeiro, ele foi até o nosso povo. Um rei jamais pode deixar de estar com seu povo.

* Segundo, ele foi capaz de parar para ouvir uma criança.

* Terceiro, ele foi capaz de se comover com seu sofrimento.

* E, por último, demonstrou que é capaz de prestar ajuda a quem precisa.

EMPATIA!   CAPACIDADE DE OUVIR!   COMPAIXÃO!   AÇÃO!

Este rapaz tem todas as qualidades de um grande rei. Quem concorda comigo, diga: Viva o rei!

E todos gritaram “Viva o rei”, inclusive seus irmãos.

Não passe por alguém necessitado e finja que não está vendo ou que o problema não é seu.

Talvez o simples gesto de parar e ouvir já mudará o dia daquela pessoa e quem sabe, mudará até suas decisões.

Estenda mais as mãos e aponte menos os dedos, pois, era assim que Jesus fazia, ele não acusava, ele levantava o caído.

Pastor Júlio Falcão – Cuidado com a ganância

Alguém da multidão lhe disse: “Mestre, dize a meu irmão que dívida a herança comigo”.
Respondeu Jesus: “Homem, quem me designou juiz ou árbitro entre vocês? “
Então lhes disse: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens”.

Lucas 12:13-15

Existem pessoas tão apegadas em bens materiais, que não se contentam só com o que conquistaram, estão sempre buscando mais e mais.

Eu conheço um caso em que os filhos tiraram todos os bens dos pais ainda vivos, ou seja, partiram a herança antes que eles morressem, e isso tudo foi feito a contragosto dos pais.

Bens materiais podem acabar a qualquer momento, Jesus bem advertiu que a vida de um homem não consiste na quantidade de seus bens.

Existe um dado momento da vida do ser humano em que todos se igualam, ricos ou pobres, todos ficam iguais quando são sepultados, a carne apodrece e ficam somente os ossos. Eu desafio alguém olhar para um esqueleto e dizer que este ou aquele era rico ou pobre, mas, existe algo que os diferenciam, o destino de suas almas.

Era disso que Jesus estava falando quando ele advertiu quanto a ganancia, porque tem muitos que correm tanto atrás de bens materiais que se esquecem do maior de todos os bens; a salvação da alma!

Devemos dominar o dinheiro e não deixar ele ser o dominador de nossas vidas, devemos viver o que o próprio Jesus disse em Mateus 6:33;

“Mas buscai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas.”

Lembre-se a vida de um homem não consiste na quantidade de seus bens, e sim, em vários outros valores como;

Caráter, dignidade, honestidade, caridade, santidade e principalmente a busca constante pela a vida eterna.

Reflita sobre esse tema e veja o que é prioritário em sua vida.

Que a paz a graça e a misericórdia de Cristo Jesus estejam com você e com todos de sua família!

Pastor Júlio Falcão – Fornalha da aflição

Veja, eu refinei você, embora não como prata; eu o provei na fornalha da aflição.

Isaías 48:10

Esta é uma frase muito forte que Deus falou através da boca do profeta Isaías, dura coisa é, ser provado por Deus, mas, quando aceitamos a provação dele, saímos refinados por sua boa mão.

Quando ele diz; eu refinei você, estava se referindo ao povo judeu e suas aflições no cativeiro Babilônico, o Todo-Poderoso afirma um plano que ele tinha em vista nessas aflições dos judeus, purificá-los.   

Isso se aplica em nossas vidas também, as vezes passamos por grandes lutas, acontece algo que foge ao nosso controle e as provações começam e é nestas provações que muitos desistem e abrem mão da refinação de Deus perdendo a fé.

Observe o que a bíblia diz sobre provações e fé em Tiago 1: 2-3;

Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações,
sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.

Tiago 1:2,3

Como Deus não quis abrir mão do povo judeu, mesmo com toda dureza de coração deles, assim também, ele não quer abrir mão de nós, e por isso também as vezes nos coloca  em provações para nos refinar, ou seja, tirar a soberba, a idolatria, a incredulidade… Enfim, Deus nos quer para ele, puros de coração e como uma fé genuína.

Ele finaliza falando da fornalha da aflição, e de fato aquele povo passou por grandes aflições.

Também passamos por essas aflições constantemente,  é na fornalha que o ferro é aquecido para depois tomar forma nas mãos do cuteleiro.

Quem sabe hoje não estejamos nós carecidos de umas marteladas de Deus para que algumas fissuras de pecados sejam endireitadas novamente?

Quem sabe,  não tenhamos que passar pela fornalha de fogo ardente com  Sadraque, Mesaque e Abedenego para que a nossa fé seja provada?

A humanidade precisa aceitar a refinação de Deus, pois, ela sempre é para nossa correção, nosso bem e principalmente para a nossa salvação.

Que Deus tenha misericórdia de todos nós.